6º Mês – Primeira viagem com nossa filha

agosto 22, 2018

Resolvemos viajar nas férias, íamos visitar minha família, ver a vovó, vovô, bisa, biso, primos, a família e amigos esperando para conhecer nosso bebê, tudo planejado, tudo perfeito, passagem comprada tudo pronto.

Porem, para não sair da rotina, vem junto as preocupações, avião, dor de ouvido, tirar o bebê da rotina, será que ela já esta pronta  para viajar? 3 Horas de voo, não seria pedir muito do nosso bebê, acabou de chegar no mundo. Tive minhas preocupações sim, mas resolvi relaxar, ligar para pediatra, tirar as dúvidas e aproveitar a viagem.

E foi isso que fizemos, pegamos algumas dicas com a médica, tipo, dar mamadeira para bebê no momento de decolar e aterrissar, manter com chupeta caso não queira comer, prestar atenção se vai ter dor de ouvido ao chegar, ver as reações, se tem alguma mudança mais brusca, lembrar que é normal não dormir bem na primeira noite fora do quarto dela, ter paciência e APROVEITAR.

Awww aproveitamos sim, viajamos, foi tranquilo, nosso bebê chegou toda feliz ao destino, já foi para a avó, sorrindo, brincando, interagindo com todos e tudo, no avião da mesma forma, não podia passar uma pessoa do lado que ela ia olhava, brincava, e isso foi nos acalmando e deixando mais tranquilo ainda para aproveitar as férias.

Foi a primeira vez dela na praia, colocamos sim no chão, brincou com a areia, entrou no mar, tomou banho, não gostou tanto, mas, conheceu e aproveitou, e a melhor parte, pela primeira vez, não senti menos medo de acontecer alguma coisa com minha filha e não saber o que fazer, me senti seguro como pai, sabendo que, independente do que viesse a acontecer, eu faria de tudo para o bem tanto da mãe, quanto ao meu bebê.

Tenho notado ao longo desses meses, que preciso cuidar de muito coisa pela segurança da minha filha, mas sei também que não sou nenhum Deus para pensar em tudo e cuidar de tudo, procuro fazer meu melhor, ainda me acho bem preocupado com algumas coisas que outras pessoas acreditam ser normal, como criança cair e se machucar. Eu prefiro prevenir e não deixar acontecer, mas realmente, não da para prevenir de tudo, e algumas marcas no joelho vão aparecer sim, e é lindo ver sua filha vir até você, para você dar um beijo, como se aquele beijo fosse milagroso e ganhar um sorriso de volta mostrando que a dor já passou.

Voltando ao ponto do preconceito novamente, no avião, eu fui trocar a fralda da minha filha, e quando a aeromoça me viu na porta do banheiro com a bebê no colo e a bolsa, já se ofereceu para ajudar. Perguntou se precisava de ajuda para trocar, se queria que chamasse alguma mãe para ajudar, e eu estava sozinho.

Você que esta lendo pode até pensar, “Não. não foi preconceito, ela só queria ajudar!” é meu amigo, mas quando eu agradeci a. aeromoça e disse que eu já estava acostumado a trocar a fralda dela, veio a pergunta… “Mas ela tem mamãe?” Então SIM, era preconceito. Ou no mínimo é a prova que nós pais, estamos fazendo pouco na divisão do cuidado com nossos filhos. Precisamos mostrar mais que também sabemos trocar fralda, consolar, colocar para dormir, educar e cuidar.

E colocar para dormir, aqui em casa minha filha dorme mais fácil comigo do que com a mãe, quando estamos fora de casa que alguém vê minha filha no braço para dormir, se ela chora um pouco, alguém já diz… “Aw, ta querendo o colo da mãe!” Não, ela está chorando porque criança chora, mesmo com sono, não quer dormir. Até achar a posição certa no braço relaxar e dormir! Simples assim.

E papai, da próxima vez que seu filho ou filha chorar, não corra para entregar a mãe não, tente entender seu filho e ver o que ele precisa para acalmar e dormir, ou acalmar e simplesmente ficar tranquila no seu braço. Leia seu filho, conviva que você vai entender perfeitamente o que ele quer.

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