Primeira separação da minha filha.

janeiro 11, 2020

Pela primeira vez em mais de 1 ano, ficarei sem minha filha por perto. Férias chegando e minha esposa irá passar uma semana na praia com os pais dela e com a nossas filhas, uma na barriga e outra andando.

Descrever o sentimento dessa saída dela sem está perto é muito complicado, a minha mente sabe que ela está com todo apoio da família lá para cuidar e ter atenção, mas não tenho como negar que meu coração fica minúsculo, tanto pela saudade, pela distancia, quanto por medo que alguma coisa aconteça e eu não esteja perto.

Uma semana que não passou nada rápido, eu já tinha tentado escrever sobre minha vida de pai, mais nunca tinha tido a iniciativa de começar. Foi nesse momento de distância que decidi escrever sobre o meu tempo com minha filha, escrever sobre minha visão de cuidado paterno.

Blogs sobre mães e cuidado materno temos vários, é o que se considera normal, ter a mãe escrevendo sobre o filho, mas porque não eu, colocar minha visão paterna no cuidado dos filhos?

Cada assunto que escrevia sobre minha filha eu me alegrava em lembrar, chorava as vezes de saudade. Acordei todos os dias as 6:20 da manhã, já era o costume dela acordar nesse horário, então eu sempre acordei junto. Ouvir ela me chamar a noite? Acordei várias vezes ouvindo minha filha chorar, e tentar voltar a dormir depois disso. Fora o que vem na cabeça nesses momentos distante que isso acontece, vem na cabeça, será que aconteceu alguma coisa? Será que ela está bem? Esta precisando de alguma coisa? Enfim, um pai longe da cria da nisso.

Ninguém consegue explicar amor, não tem livro no mundo que consiga exemplificar isso ao ponto de você sentir, colocar em palavras o sentimento de ser pai, de amar seu filho. Qual remédio se toma quando se tem saudade? Falar ao vivo, vendo,  nem sempre ajuda, as vezes parece que piora ainda mais a saudade.

Sendo assim, resolvi o tempo que geralmente tenho com ela pela manhã, escrever sobre minha visão de ser pai, criei o blog, e fui escrever, não da para escrever tudo que passei, isso não mais seria um blog e sim um livro.

Estou contando os dias para reencontrar minha esposa e minha filha, poder ter perto novamente. A casa está vazia, nada tem muita graça em fazer, o tempo não passa o trabalho não rende, parece que quanto mais ocupado estava, mais rápido meu cérebro trabalhava para resolver as coisas.

Não posso imaginar a dor que é a perda de um filho, se a saída delas por uma semana já me causa tanta falta, posso imaginar a falta de alguém que se vai dessa vida. Mas deixa eu pensar no reencontro, me ajuda a passar o tempo mais rápido e que eu traga a memória o que me pode dar esperança.

Ela está lá se divertindo na praia, ela a mãe e a irmã na barriga da mãe, alguém tem que trabalhar né, então que ela se divirta e eu fique, próximo ano devemos aproveitar juntos esse tempo, mas agora preciso trabalhar. No fim de semana irei descer a praia para pega-las. Não vejo a hora desse reencontro.

Leave a comment

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *