Hora do reencontro.

janeiro 12, 2020

A semana se passou, estou pronto para ir pegar minhas filhas e minha esposa.

E o medo de chegar lá e minha filha não me reconhecer? Parece bobagem né? Mas veio isso na minha cabeça. O receio dela não fazer festa ou não querer voltar ou vir nos meus braços. É engraçado que parece que faz tanto tempo, que penso que ela pode ter esquecido quem sou, poderia tá se divertindo tanto lá que nem lembra que existe um pai que é apaixonado por ela.

Minha sogra falou que tinha certeza que eu não aguentaria a saudade e iria por lá durante a semana, consegui me segurar, vontade não faltou de descer até a praia e ficar com as três mulheres da minha vida, mas as obrigações não me permitiram.

3 horas para rever minha filha e minha esposa, e ansiedade maior é sim por minha filha, minha esposa sei que ela sente minha falta assim como sinto a dela, mas aquele ser menor ali, como será que vai reagir? Como será que vai demostrar o sentimento dela mesmo sem conseguir expressar em palavras o que sente.

Assim que cheguei no prédio, ela estava na varanda nos braços da mãe, procurando alguém que a mãe falou que estava chegando. Que coisa linda de se ver! Aquele rostinho que estava morrendo de saudade, e que alegria no coração ver ela pulando nos braços da mãe gritando.. papaaa, papaaaa e batia palma, pulava, gritava e chutava.

O amor que fazemos crescer no coração dos nossos filhos fica lá marcado e ninguém tira, nem tempo nem distância, está lá nosso lugar reservado, assim como eles já tem no nosso coração. Recebi o segundo presente do dia, além de reencontrar minha esposa e ela, recebi um beijo demorado e um abraço apertado da minha filha, um carinho no rosto de alguém que parecia não acreditar que o papai dela estava ali, por um tempinho ela ficou olhando para mim e passando a mão na minha barba, como se não acreditasse que eu estava ali, só dizia “papa, papa, papa”.

Ali não largou mais, não tinha mãe, avô, avó que tirasse do meu braço, parecia que eu iria sair de perto novamente e não voltaria mais, não consegui nem trocar de roupa sem ela sair de perto, ficou lá do lado enquanto trocava de roupa, garantindo que não iria “fugir” novamente.

Tivemos um excelente dia na praia e voltamos para casa. Agora sim, meu lar estava completo, deixou de ser um local com paredes, para ser meu lar novamente, minha família estava ali, voltou a ter graça sentar no sofá e ver um filme, a ter ideias pro trabalho, e ter mais alegria no meu dia.

Os dias se passaram, o grude continua, não posso sair para pegar um café que ela chora e procura, precisa saber onde estou, ou só que estou por perto. Quando eu pensei que tinha uma vida dependendo de mim, descobri que sou mais dependente daquela vida, do que ela da minha.

Se você já é pai, você sabe o que estou falando, se você ainda não é, não tenha medo, será a melhor coisa que você fará na vida. Meus medos já não são mais do que pode acontecer com ela, mas sim, do que seria minha vida sem ela. Enquanto Deus me der forças para cuidar das três mulheres da minha vida, farei com toda alegria. Que Ele possa me dar vários anos ao lado delas e que me dê sabedoria para cuidar e amar na medida certa e da forma correta. 

Sou sim um papai feliz, a espera de mais uma princesa, e vamos ver o dia a dia dessa nova vida que está a caminho.

Fotos dessa jornada você consegue ver no instagram @soupapaioficial vou tentar pelas imagens descobrir o que os outros pais e mães pensam no cuidado e no amor no dia a dia com seus filhos e filhas.

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